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18/Out/2025

Durante a vida enquanto estudantes, são vários os desafios que afetam a saúde física, mental e emocional. Reunimos algumas recomendações baseadas na ciência de boas práticas para promover a saúde e o bem-estar durante o estudo.

A realidade da saúde no contexto académico

Um estudo de 2024 do Observatório da Saúde Psicológica e do Bem-Estar, coordenado pela psicóloga Margarida Gaspar de Matos e analisado num artigo do Público, revela que, embora haja melhorias em relação aos dados de 2022, um quarto dos alunos do Pré-Escolar, do Ensino Básico e do Ensino Secundário, em Portugal, continua a apresentar sintomas de depressão e ansiedade. Entre os fatores mais apontados estão o stress associado aos testes, a carga letiva elevada e a pressão académica.

Ao nível do Ensino Superior, um estudo nacional de junho de 2025, intitulado “Ecossistemas de Aprendizagem Saudáveis nas Instituições de Ensino Superior em Portugal”, coordenado pela psicóloga Tânia Gaspar, revela alguns dados sobre os hábitos dos estudantes universitários. Entre os 2 339 alunos inquiridos, “65% sentem uma pressão constante relacionada à gestão do tempo e à carga de estudos”, e quase metade admite “não ter bons hábitos alimentares” e “mais de 70% não tem bons hábitos de sono”. Além disso, apenas “33,8% tem bons/muito bons hábitos de prática de exercício físico” – tendo como referência a prática de atividade física moderada de pelo menos 2,5 horas por semana.

No que toca a outros comportamentos de risco, segundo um estudo do Observatório dos Ambientes de Aprendizagem Saudáveis e Participação Juvenil“um em cada cinco estudantes universitários fuma diariamente”, “13% bebe mais de duas bebidas alcoólicas/dia pelo menos semanalmente” e “9% consome anfetaminas ou estimulantes pelo menos todas as semanas”. Ainda, “há 40% que consome medicamentos psicotrópicos e 13% canábis todas as semanas” como forma de aumentar a produtividade ou proporcionar mais calma. Relativamente ao uso de ecrãs, “40% diz passar oito horas ou mais por dia de tempo de ecrã a trabalhar e 34% em atividades de lazer”.

Como dormir, comer e estudar: cinco dicas baseadas na ciência

Todas as dicas apresentadas foram partilhadas pela psicóloga Catarina Carvalho, do Gabinete de Apoio Psicológico da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, em entrevista ao portal da
faculdade
. Segundo a especialista, entender os próprios ritmos, manter uma rotina saudável e cuidar do bem-estar físico e emocional são estratégias-chave para um estudo mais eficaz e equilibrado durante a época de exames.

#1 Conhecer o ritmo: o cronótipo e a importância da rotina

De acordo com a psicóloga responsável, saber qual é o nosso cronótipo, ou seja, o padrão natural que determina em que momentos do dia temos mais energia, é essencial para otimizar os estudos. Aproveitar os picos de energia para tarefas mais exigentes e seguir uma rotina consistente ajuda o cérebro a “aprender” quando é hora de estudar e a manter o foco. Alerta ainda para a importância do sono: noites mal dormidas, especialmente véspera de exames, podem prejudicar mais do que ajudar. 

#2 Estudar por períodos curtos e pausas estratégicas: o segredo da concentração

A concentração tem um tempo limitado de eficácia. Como refere a especialista, o foco atinge o pico por volta dos 10 minutos e começa a cair depois disso. A recomendação é organizar os estudos em blocos de 50 a 60 minutos, com pausas reais de 10 a 15 minutos. Essas pausas devem servir para descansar o cérebro – com atividades leves e não demasiado estimulantes, como navegar nas redes sociais.

#3 Exercício e convívio: aliados do cérebro e do bem-estar emocional

Durante a preparação para exames, não é preciso (nem recomendado) ficar completamente isolado. O exercício físico melhora a oxigenação cerebral, ajuda no sono e reduz a ansiedade. Além disso, momentos com amigos são essenciais para o bem-estar emocional. Segundo Catarina Carvalho, negligenciar esses aspetos pode levar a ansiedade, stresse e até esgotamento.

#4 Alimentação inteligente: o combustível do cérebro para o exame

O que se come afeta diretamente o funcionamento do cérebro. No dia do exame (e também durante o período de estudo), é fundamental evitar alimentos pesados, gordurosos ou com excesso de açúcar. A psicóloga recomenda uma alimentação equilibrada e leve, com boa hidratação – a água é um aliado essencial da performance mental. 

#5 Escolher bem o local onde se estuda: casa, café ou biblioteca?

O ambiente de estudo deve facilitar a concentração e minimizar interrupções. A psicóloga destaca que o estudo em casa pode funcionar bem se houver organização e ausência de distrações. Para quem prefere algum ruído ambiente, cafés são uma alternativa válida, enquanto bibliotecas são ideais para quem busca silêncio e foco total. O mais importante é que o local escolhido favoreça a produtividade.

Cuidar da mente e do corpo para aprender melhor

A saúde mental e o bem-estar são fundamentais para uma vida académica equilibrada. Segundo a UNESCO, num dos seus topic briefs, “How school systems can improve health and well-being” (“Como os sistemas escolares podem melhorar a saúde e bem-estar”), bem-estar não significa apenas ausência de doença: também envolve a capacidade de lidar com o stress do dia a dia, aprender bem, manter boas relações e contribuir para a comunidade. A escola tem um papel importante neste processo, e cuidar da saúde mental desde cedo ajuda a prevenir problemas como ansiedade, depressão ou dificuldades no crescimento e na aprendizagem. 

Temáticas sobre saúde e bem-estar são abordados na Plataforma NAU, através de cursos online direcionados a profissionais e à população geral, promovendo a importância de investir não apenas no ensino, como também em ambientes escolares mais saudáveis, com apoio emocional e estratégias práticas para melhorar a vida dos estudantes. 

Link original » https://www.nau.edu.pt/pt/noticias/boas-praticas-manter-saude-bem-estar-durante-estudo/


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22/Set/2015

Não precisa de dietas extremas nem de planos impossíveis. Pequenas mudanças diárias podem fazer uma grande diferença na sua saúde

Foi você que vi naquela aula de grupo de Ano Novo no meu ginásio? Se não, não se preocupe. Ainda vai a tempo. O início de um novo ano é um momento natural para pensar na nossa saúde e fazer resoluções, procurando hábitos comprovados pela ciência, que podem fazer a diferença não só ao longo de meses, mas também de anos.

Em alternativa a dietas extremas ou a regimes apertados, há décadas de investigação a apontar para um conjunto de comportamentos que, apesar de simples, estão associados, de uma forma consistente, a uma melhor saúde no longo prazo.

Para começar 2026 com o pé direito, queria partilhar consigo as coisas mais importantes em que se pode concentrar este ano, para assim melhor o seu atual bem-estar físico e mental, recolhendo frutos durante décadas. E sim, sei como pode ser difícil por tudo isto em prática quando a nossa motivação está em baixo ou quando temos uma vida agitada.

Pedi à especialista de bem-estar da CNN Leana Wen que detalhasse cinco ações práticas, baseadas em evidências científicas, que pode fazer uma verdadeira diferença em 2026, bem como nos anos a seguir. Wen é médica de urgência e professora na George Washington University. Foi também comissária de saúde em Baltimore.

Leana Wen: A atividade física regular é uma das ferramentas mais poderosas que temos para prevenir doenças crónicas e melhorar a nossa qualidade de vida. Beneficia praticamente todos os sistemas do nosso organismo. Mesmo pequenos períodos de exercício moderado, como uma caminhada rápida, podem reduzir a pressão arterial, melhorar os níveis de colesterol, bem como o humor, e fortalecer o coração.

Dividir o exercício em pequenos períodos ao longo do dia pode trazer benefícios (LanaStock/iStockphoto/Getty Images)

 

Para os adultos, os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA recomendam pelo menos 150 minutos de atividade física de intensidade moderada por semana, bem como atividades de fortalecimento muscular em dois ou mais dias. Mesmo que não consiga atingir estas recomendações, a verdade é que ter atividade é melhor do que não ter nenhuma. Se não pratica exercício físico, comece por uma caminhada rápida, de cinco ou 10 minutos uma vez por dia. Se já caminha regularmente, tente acrescentar alguns minutos extra de cada vez, bem como aumentar o ritmo.

As consultas periódicas com um médico são essenciais, dado que muitas doenças de alto risco se desenvolvem de forma silenciosa. Por exemplo, a hipertensão e a diabetes tipo 2, que, muitas vezes, não apresentam qualquer sintoma claro antes de provocarem danos significativos no coração, nos rins e nos vasos sanguíneos. A deteção e o tratamento precoces destas doenças reduzem drasticamente o risco de um ataque cardíaco, de um acidente vascular cerebral, de uma doença renal e de outras complicações graves.

Um ‘check-up’ dá-nos a oportunidade de avaliar fatores de risco como o colesterol, os níveis de glicose, o índice de massa corporal e os nossos hábitos de vida. Pode também ajudar a estabelecer, junto com o seu médico, planos para monitorizar ou tratar, antes que os problemas se agravem. O tratamento atempado com mudanças no estilo de vida, com medicação, ou mesmo com ambos, pode atrasar ou inclusive reverter a progressão da doença.

Como as recomendações e conselhos das entidades públicas de saúde podem ir mudando, o seu médico pode ajudá-lo a compreender que vacinas se adequam a si, com base na sua idade, condições de saúde e risco pessoa. Manter as vacinas rotineiras em dia – como as vacinas contra a gripe, a covid-19 – continua a ser uma das formas mais eficazes de prevenir doenças graves e de proteger a sua saúde e a saúde da sua comunidade.

A sua terceira dica passa por dormir o suficiente. Porque é que o sono é tão importante como a dieta ou o exercício?

Dormir não é algo que possamos encarar como opcional. Pelo contrário, é uma necessidade biológica, que afeta praticamente todos os aspetos importantes da nossa saúde. Se não dormirmos o suficiente, o corpo sente dificuldade a reparar os nossos tecidos, a regular as nossas hormonas e gerir o nosso equilíbrio energético.

Há estudos a sugerir que uma privação crónica de sono está associada a um maior risco de obesidade, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e perturbações do humor. Um dos motivos pode estar relacionado com a regulação hormonal: a privação de sono aumenta as hormonas da fome e diminui as hormonas da saciedade, o que promover uma ingestão excessiva de alimentos, em especial daqueles que são ricos em calorias.

A sua quarta dica foca-se na qualidade da dieta, em particular na necessidade de eliminar alimentos ultraprocessados. Porque é que é tão importante procurar ter uma alimentação mais saudável? E que medidas podem as pessoas tomar nesse sentido?

O que comemos influencia a nossa saúde de uma forma considerável. Os alimentos ultraprocessados ​​tornaram-se uma parte dominante da nossa dieta, representando mais de metade do total de calorias consumidas em muitas faixas etárias. Estes alimentos, que incluem refrigerantes, aperitivos industrializados, comida rápida, refeições prontas a consumir e cereais doces, são, de uma forma geral, ricos em açúcares adicionados, em gorduras pouco saudáveis ​​e em sódio. E pobres em fibras, vitaminas e minerais.

A sua quinta dica poderá surpreender algumas pessoas. Passa por termos em consideração as nossas conexões sociais como uma parte essencial para nos mantermos saudáveis.

Os seres humanos são criaturas sociais. Por isso, as nossas relações têm implicações diretas na nossa saúde. Sabe-se que ligações sociais fortes com familiares, amigos, colegas e grupos da comunidade estão associadas a menores taxas de ansiedade e depressão, a uma melhor função imunitária e a um risco menor de doenças crónicas, como a hipertensão e a diabetes. Por outro lado, o isolamento e a solidão têm sido associados a um maior risco de doenças cardiovasculares, a declínio cognitivo e à mortalidade precoce.

Que conselho daria às pessoas que estão a tentar seguir estas cinco dicas nas suas vidas?

O mais importante é focarmo-nos na consistência. Estes hábitos não têm de ser executados na perfeição para terem impacto. Repetirmos pequenas ações é o que acaba por fazer a diferença. Por exemplo, caminhar na maior parte dos dias é muito melhor do que fazer exercício físico intenso só uma vez por mês. Fazer exames médicos regulares é algo crucial, em vez de ficarmos à espera de identificarmos algum problema. Melhorar o sono em 30 a 60 minutos por noite pode fazer uma diferença significativa.

Por fim, permita-se começar no ponto em que está. A saúde não se começa a construir apenas em janeiro. E, acima de tudo, não fica comprometida por uma má semana ou por um objetivo que não foi atingido. O objetivo é, antes de mais, o progresso constante. Escolher hábitos que pareçam realistas e sustentáveis, e aplicá-los mesmo quando a vida se torna agitada, é o que faz com que estas cinco dicas funcionem no longo prazo.

Link original » https://cnnportugal.iol.pt/2026/resolucoes/quer-ter-um-ano-mais-saudavel-cinco-habitos-importantes-e-comprovados-pela-ciencia/20260117/6967c269d34e92a34497735c


Okai Shiatsu Center, Lda

As clínicas Okai Shiatsu Center atuam desde 1987 como um espaço de tratamentos e equilíbrio, unindo a tradição milenar de técnicas aturais a um cuidado humano e profundo.
Seus tratamentos vão além da técnica, são momentos de reconexão, onde o toque das mãos alivia dores, reduz o stresse e restaura a harmonia natural do corpo e da mente.

Com mais de três décadas de história, as clínicas acolhem gerações, oferecendo um refúgio onde cada sessão é um convite à calma, ao bem-estar e à renovação interior.

Método Okai, onde as mãos falam, o corpo ouve e a alma descansa.

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